Archive for Clima

What Does it Mean to be Free?

Da Adbusters:

What Does it Mean to be Free?

The post-World War II American dream was a strange, fleeting moment in global history – an opulent and optimistic 50 years when the world was our oyster and individual freedom reigned supreme. Now we’re beginning to realize that this dazzling celebration of individual autonomy begat some very dark consequences. It gave birth to entire generations of hyper-individuals plagued by a bottomless hunger for MORE. Despite footprints five times larger than they should be, they still want MORE. And when they don’t have the money, they turn their backs on reality, max out their cards and get what they want anyway.

Over the space of only 50 years, consumption in America went up by 300 percent and the American dream devolved into an insatiable colony of hungry ghosts. If you scratch just beneath the surface of our ecological and economic crises, you’ll find a crisis at the core of consciousness — a diseased way of life and sense of self — a cultural crisis of freedom-without-responsibility run amok.

Now with the world’s natural capital largely consumed and the climatic tipping point approaching fast, we’re in for a massive reappraisal of what individual freedom and the pursuit of happiness are really all about. Is every person on the planet entitled to glide around in a ton of metal — air conditioning blasting, gasoline burning? Does every human being on Earth have the right to a fridge, a flush toilet, hot running water and a car?

ONE STANDARD FOR ALL

Here’s the $64-billion apocalypse-now question that Copenhagen failed to answer: Should the right to emit greenhouse gases be shared equally by all people on Earth? Known in diplomatic circles as the “per capita principle,” this universal, one-standard-for-all principle has long been insisted upon by China, India, Brazil and most other developing nations. Applying this principle would allow each of the planet’s seven billion people an annual emissions quota of 2.7 tons of carbon dioxide. That’s harsh news for Americans and Canadians, who currently emit 20 tons per person, Europeans who emit 9 tons, Australians who emit 18 tons and Japanese who emit 9 tons.

Editorial completo aqui.

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Rascunho de Copenhague

Esse é o draft do documento que poderá ser o artigo no Guia do Mochileiro das Galáxia sobre o planeta Terra.

Apoiar a dignidade dos países atingidos pelas mudanças do clima no planeta” já é um grande começo. Considerar a dignidade sempre é bom.  Mas já temos vários países que poderiam ter suas diginidades apoiadas agora mesmo.

un-fccc-copenhagen-2009.pdf

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Chuva bem acima da média

Esse último inverno foi estranho, com muita chuva caindo por vários dias. Adeus inverno seco, adeus céu do final de tarde:

Chuva recorde em setembro pode ser indício de mudança climática, diz meteorologista

Chuvas frequentes e intensas, vendavais, ocorrência de temporais com granizo e até ação de tornados. Parte da população das regiões Sul e Sudeste foi duramente castigada pelo clima no mês de setembro, o mais chuvoso dos últimos anos. Para Lincoln Alves, meteorologista do Cptec/Inpe (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), esses fenômenos extremos podem indicar que o clima está sofrendo mudanças causadas pela ação humana.

“É comum ter eventos extremos nessa época, mas não com a intensidade que ocorreram neste ano”, afirma Alves. “Trabalhamos com duas hipóteses: uma delas é que os fenômenos ocorreram em função de uma variação natural do clima ao longo dos anos. A outra é que esses acontecimentos podem ser um sinal de que as ações do homem já interferem nas mudanças climáticas. Estudos científicos mostram que esses eventos ficaram mais frequentes nos últimos anos”, acrescenta o meteorologista.

Nos primeiros dez dias do mês de setembro, as chuvas castigaram a região Sul e o Estado de São Paulo. No dia 8, o oeste de Santa Catarina foi atingido por tempestades e um tornado que trouxe destruição ao município de Guaraciaba. No mesmo dia, em São Paulo, as marginais ficam alagadas em razão das chuvas.

Resto, aqui.

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Melt

Como diria meu brother Magrito, “enquanto o mundo continua parolando, a água e os termômetros vão subindo“, de verdade:

Degelo de ponte pode separar plataforma gigante da Antártida

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O aquecimento global continua causando sérios prejuízos à plataforma de gelo Wilkins, na Antártida, segundo noticiou nesta terça-feira a ESA, agência espacial européia. Novos pedaços se desprenderam, inclusive uma área de grande importância para o equilíbrio da plataforma, espalhando novos icebergs pela região e derretendo o equivalente em superfície a 700 km² – quase o tamanho de Nova York. As informações são do jornal espanhol El Mundo.

A plataforma Wilkins, que fica no oeste da península antártica, sofreu uma redução de quase metade dos seus 16 mil km² desde que o degelo começou a ser registrado em 1990. Os pesquisadores acreditam que seriam necessários vários séculos para que a baixa espessura atual do gelo na região se recupere. Leia aqui

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Todo dia

earthday

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Só protesto salva

James Hansen chutando o balde e sugerindo que a única maneira de conter as emissões de CO2 é através de ações diretas e protestos, já que “o processo democrático não está funcionando”:

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Leading climate scientist: ‘democratic process isn’t working’

Protest and direct action could be the only way to tackle soaring carbon emissions, a leading climate scientist has said.

James Hansen, a climate modeller with Nasa, told the Guardian today that corporate lobbying has undermined democratic attempts to curb carbon pollution. “The democratic process doesn’t quite seem to be working,” he said.

Speaking on the eve of joining a protest against the headquarters of power firm E.ON in Coventry, Hansen said: “The first action that people should take is to use the democratic process. What is frustrating people, me included, is that democratic action affects elections but what we get then from political leaders is greenwash.

“The democratic process is supposed to be one person one vote, but it turns out that money is talking louder than the votes. So, I’m not surprised that people are getting frustrated. I think that peaceful demonstration is not out of order, because we’re running out of time.”

Sabia que iria me orgulhar do velhinho um dia 🙂

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1000 anos

Péssimo primeiro e-mail aberto do dia:

Efeitos do aquecimento global durarão mais de 1.000 anos

Muitos dos efeitos danosos da mudança climática já são basicamente irreversíveis, diz uma equipe internacional de cientistas, advertindo que mesmo se as emissões de carbono puderem, de algum modo, ser interrompidas, as temperaturas mundiais continuarão altas pelo menos até o ano 3.000.

“As pessoas tinham imaginado que, se parássemos de emitir dióxido de carbono, o clima voltaria ao normal em 100 anos, 200 anos. Isso não é verdade”, disse a pesquisadora Susan Solomon em uma teleconferência.

Susan, do Laboratório de sistemas da Terra da Administração Nacional de Oceano e Atmosfera (NOAA) do governo americano, é a principal autora do artigo científico que descreve o dano irreversível da mudança climática, publicado na edição desta terça-feira, 27, da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Ela define “irreversível” como uma mudança que se manterá por mil anos, mesmo se os seres humanos deixarem de mandar carbono para a atmosfera imediatamente.

As descobertas foram anunciadas no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordena uma revisão de normas que poderá levar carros mais eficientes e a um ar mais limpo.

Considerando que Obama assinou a lei no mesmo dia da publicação do artigo da sra Susan Solomon, e vendo que os EUA podem até estar vivendo a onda Yes we can change (mas talvez não a onda Yes we can unite) não sei a veracidade desse estudo. Quando os republicanos – todos – votaram contra a aprovação do pacote econômico para tirar os estadunidenses da recessão (que já dura 13 meses), ficou claro que o país não está em sintonia, disposto a acertar as engrenagens e fazer a coisa funcionar de vez, todos juntos. Há controvérsia no poder, na massa de força que toma as decisões que refletem por todo o mundo e deveria ser a primeira grande expressão do tal change do momento.

Há fatos concretos e relevantes no estudo da Susan Solomon, mas pessimista como é, e publicado no momento em que foi (dia da canetada de Obama) me soou mais como um alarde devidamente financiado por um mercado de energia fóssil e automotivo ameaçado pelo fim da era Bush, interessado em melar as intenções de Obama ou pelo menos torná-las impopulares. Espero que a Susan esteja errada na sua previsão.

Enquanto isso, pensar que todo esforço da humanidade pra deter o aquecimento global só traria resultados apenas daqui há 1000 anos nos coloca em prova mais uma vez: vamos ser conscientes e responsáveis agora e pegar pesado nos esforços pra combater o aquecimento global, ou seremos inconsequentes o suficiente pra legar por mais milênios o desequilíbrio antropogêneo do padrão climático às gerações futuras?

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