Taxman – Lucky Dube

Lucky Dube. Covardemente assassinado diante do próprio filho em outubro de 2007, em Johanesburgo, por um ladrãozinho pé-de-chinelo que roubou seu carro.

Foi considerado o rei do reggae africano. Começou cantando Mbaqanga (música tradicional sul-africana, cantada em zulu) mas mudou para o reggae ao conhecer o rastafarianismo. Lucky nunca foi a favor do consumo de ganja (nem todos os rastas apóiam), e ao contrário, pregava que o ingrediente essencial da meditação era a música, e somente ela. Também cantou contra o apartheid, a miséria, a corrupção e, ironia do destino, contra a violência no continente negro – a mesma que lhe ceifou a vida.

Meus primeiros contatos com o reggae começaram com o cd Taxman, que apareceu na minha mão em 1997, vindo de um amigo que tinha passado um tempo no Caribe (ao invés de Bob, meu amigo conta que os lojistas sugeriram Lucky quando perguntados sobre um reggae maneiro pra levar pro Brasil – provando que Lucky não era rei somente no continente africano). Tive o privilégio de vê-lo pouco tempo depois, no Ruffles Reggae de 1997, mas não tinha ainda o discernimento sobre quão importante era aquele momento. Era a única vez que o veria pessoalmente, há bons metros de distância do palco.

Taxman, faixa-título do cd, é pra mim, junto com Guns and Roses (do mesmo álbum) o melhor som de Lucky.

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