A meditação, o budismo e a China

Se você buscar por “Dalai Lama” no Google, vai provavelmente se deparar com toneladas de notícias sobre os confiltos no Tibete em favor da autonomia da região. A China insiste em dizer que a coisa toda foi iniciada pelos monges budistas, que teriam usado de violência e agressão nos protestos – o que pode ou não ser verdade, já que um dos pilares do budismo é o pacifismo e a não-violência, mas existem “facções” do budismo que são “fundamentalistas” e ligadas a partidos políticos que são a favor do uso da força como solução para impasses como a ocupação do Tibete.

Mas vamos deixar a briga de lado por um momento e ler este artigo (em inglês), publicado na Newsweek sobre os efeitos da meditação no cérebro humano. O autor explica que a meditação altera áreas do cérebro, dependendo do estímulo usado, que consequentemente mudam nossas atitudes diárias e postura com relação aos acontecimentos rotineiros. Metidando sobre a alegria, o cérebro humano “expande” a área destinada a interpretação/desenvolvimento de atitudes alegres – ou positivas – que se relacionarão com outros pensamentos e atitudes, influenciando-os e talvez até mesmo moldando esses pensamentos.

Os budistas são capazes de meditar até mesmo por seus oponentes, como fazem os cristãos ao “perdoar a quem nos tem ofendido”. A meditação da compaixão busca gerar um sentimento de amor por todos os seres vivos, incluindo oficiais do exército chinês e até o próprio George Bush. Considerando o pacifismo, a meditação da compaixão, a censura on-line que rola na China e os jornalistas desaparecidos no país, voltemos aos conflitos no Tibete: quem está mentindo?

UPDATE: Há muitos budistas na China, crescendo cada vez mais o número de fiéis. O governo não encrespa com o crescimento da religião no país por considerar que a religiosidade é essencial para os “valores tradicionais familiares chineses”, mesmo tendo “adotado” o taoísmo como “religião oficial”. Relatos indicam que o povo chinês budista está dividido – muitos apóiam os protestos no Tibete, mas muitos repudiam. MAS, com a censura chinesa, como saber o que é verdade?

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4 Comentários »

  1. Olá Salomon!

    Nunca pensei que viveria para ver monges protestando… Infelizmente, a China está providenciando monges falsos, que demonstrem paz nos mosteiros, a fim de enganar os jornalistas internacionais… É o cúmulo da manipulação!

    Mudando de assunto, tomei a liberdade de linkar seu webblog em nossa página: http://www.cafebossanova.wordpress.com

    Abraços!

  2. André Paravizo said

    Protesto Laranja:

    http://www.thecolororange.net/uk/page118

    A idéia é que jornalistas, atletas e integrantes das equipes olímpicas, usem a cor laranja como forma de protesto em Pequim… O laranja está na roupa dos monges do Tibet e Mianmar…

  3. salomon said

    Muito bacana!

    É o tipo de coisa que funciona: é constrangedor, é pacífico, gera ótimas imagens pra imprensa divulgar, e é uma causa nobre.

  4. joana souza dos santos said

    amey issssul aki !!!!!!!1!!1!!11

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