Arquivo para Novembro, 2008

Juiz absolve “beijoqueiro” e critica gasto com processo

Leiam tudo com atenção. Principalmente os termos utilizados pelo juiz:

“O juiz da 1ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais do Distrito Federal absolveu um homem acusado de importunação ofensiva ao pudor, por tentar roubar um beijo de uma mulher dentro de um ônibus. O processo teve início em 2007 e a sentença foi divulgada ontem pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF). Na sentença, o juiz criticou o tempo que a ação levou para ser julgada e o número de profissionais envolvidos no caso, estimado em mais de 40 servidores.

O fato ocorreu em fevereiro de 2006, segundo consta no processo. De acordo com a sentença proferida pelo juiz, “a moçoila ofendida foi surpreendida pelo inopinado beijoqueiro, que, não resistindo aos encantos da donzela, direcionou-lhe a beiçola, tendo como objetivo certo a face alva da passageira que se encontrava ao lado”.

A autora da ação afirmou, em audiência preliminar, tinha “desferido safanões para se livrar do algoz”. Uma testemunha afirmou que “ela reagiu e deu muita porrada no sujeito”. Ao final do interrogatório, o juiz perguntou a ela: “O sujeito era bonito?” Ao que a autora da ação respondeu: “Doutor, se ele fosse o Reinaldo Gianechini a reação teria sido outra”.

Durante a tramitação do processo, um representante do Ministério Público do DF chegou a pedir pela aplicação do princípio da insignificância, mas uma comissão composta por três promotores decidiu que não era o caso. Ao final, o parecer pugnou pela absolvição do acusado, que é semi-imputável, pois sofre de esquizofrenia.

“Impossível aferir com exatidão as dezenas de profissionais chamados a intervir no presente processo (…) Tal estimativa serve para evidenciar o tamanho do disparate em direcionar toda essa estrutura para apurar a prática de uma ‘bicota’, aliás, uma tentativa de ‘bicota’, levada a efeito pelo infeliz acusado”.

Após a absolvição do réu, o magistrado fez um pedido para a discussão fosse encerrada. “Faço votos de que não surja um “iluminado” com a “estupenda” idéia de, por meio de recurso, prorrogar a presente discussão e sangria de recursos públicos financeiros e humanos. Gastos inúteis não se justificam em parte alguma.”"

Esse é o tipo de matéria do Terra que deveria estar no Popular, e não no Brasil, onde ela está.
Mas eu curti a atitude do juiz.

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Quem é?

Pago um suco de acerola pro primeiro que acertar.

UPDATE: O Sávio acertou!

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Sabedoria online

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Cyanide and Happiness


Cyanide & Happiness @ Explosm.net

Hehe.

UPDATE: Tem um site que publica Cyanide & Happiness em português!

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Para obama

Achei aqui. E o blog é bacana.

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… e a vingança do coelho

Ah, a vida selvagem… mas que impressionante.

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Galinhas pacifistas

No final, uma das galinhas diz “Ok, tudo tranquilo, vamos embora”.

UPDATE: Tá bom, no final as galinhas dão um chega pra lá nos coelhos. Tá mais pra “chicken police”, como chamou o autor.

E porra, que lugar psicodélico é esse do video?

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O fim da guerra no Iraque!

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Parece mentira – e é! Mas é uma mentira que todos gostariam de ler. E o pessoal da Yes Men conseguiu divulgar essa mentira publicamente.

O Yes Men (grupo conhecido por encarnar e representar os grandes chefões do mundo corporativo, e assim constrangê-los) demora pra fazer uma intervenção maciça – fazem na média uma por ano – mas quando botam a mão na massa fazem coisas como o jornal acima.

Ontem quem viu o The New York Times se deparou com essa edição forjada pelo grupo, datada de 4 de julho de 2009, e distribuída nos centros metropolitanos estadunidenses como se fosse o jornal diário. As outras manchetes são impagáveis: “Lei de salário máximo é um sucesso”, “Ex-Secretário se desculpa por armas de destruição em massa”, e no site “clone” do NYT, também feito pelo Yes Men, há matérias como “Patriot Act derrubado!“, “Harvard fechará portas da escola de economia” e “Fundo de petróleo estatal financiará combate ao aquecimento global“.

monsanto_banner-336Também há banners no site como se fossem de anunciantes reais, mas com mensagens sarcásticas, como o banner da De Beers que diz que “quando você compra um diamante nosso, ajuda a financiar uma prótese pra um africano que perdeu a mão na guerra tribal”, ou o meu favorito, da Monsanto, que diz que “com a nova lei sobre alimentos orgânicos, que proíbe o uso de pesticidas e encoraja a produção local, a solução é comprar nossas joaninhas – que comem 50 tipos de pestes e são tão funcionais quanto qualquer pesticida”. (aí ao lado)

Segundo a AP, essa é a maneira que o grupo encontrou de lembrar o presidente eleito (e praticamente já em exercício) Barack Obama de uma de suas promessas de campanha – o fim da guerra no Iraque. E no site do NYT (verdadeiro) há uma matéria sobre o jornal fake – mas não dá pra interpretar direito se eles gostaram ou ficaram putos com a coisa toda. Mas com o histórico editorial do NYT, acho que eles se amarraram.

Afinal, mentira em jornal a gente vê todo santo dia. O que a gente não vê é mentira como essa, que todo mundo quer ler. “All the news we hope to print”, dizia o cabeçalho do jornal.

UPDATE: Matéria da façanha na ABCNews:

E vídeos da reação da população ao ler o jornal, e contando um pouco sobre como a coisa foi feita, aqui.

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Observando a mente

Estou me aventurando no budismo de novo. Não que eu seja um praticante que passa horas meditando e praticando a compaixão, ou demonstre publicamente qualquer benefício que o ch´an representa pra quem observa a própria mente – muito longe disso.  Estou só lendo os livros que tinha na época em que eu realmente levava a coisa a sério, e tenho me deparado com pequenas verdades sobre o budismo, a meditação, o ch´an, o samadhi e tudo mais que expõe a prisão mental e espiritual que é viver no que achamos que é a existência.

Acho que me bateu a vontade de ler depois de dois fatos que aconteceram recentemente comigo: esta conversa e quase uma semana de silêncio causada por uma laringite lazarenta que me tirou a voz, mas que no final me mostrou que quando falamos o tempo todo não nos escutamos.

Eu até podia falar, sussurrando ou baixinho. Mas doía. Eu não me comunicava pra me poupar. Quando percebi, estava prestando atenção nos meus pensamentos, porque não estava engajado em escutar os outros verbalizando seus pensamentos. Parece egoísta, mas é bem diferente quando começamos a escutar. E é calado que se enxerga como a cabeça da gente não pára quieta, pulando de pensamento em pensamento sem se fixar profundamente no conceito de nenhum deles – sem se concentrar. É horrível de ver quando se dá conta, mas é um sinal de que existe “consciência” sobre a própria consciência, e que você já passou pela primeira parte da coisa toda: saiu do exterior e se focou internamente.

Tente manter o silêncio e perceba as coisas ao seu redor, e depois perceba sua própria mente. É difícil se fixar, de se concentrar. Acho que muita coisa sobre como funciona nossa cabeça foi publicada na Super Interessante desse mês, na matéria de capa sobre ansiedade e como a vida que levamos hoje em dia faz nossa consciência funcionar como um radar procurando ameaças – mas num grau muito maior do que realmente preciamos pra manter a integridade física. E isso tira nossa atenção, de certa maneira.

O budismo exige disciplina e paciência, coisas que não costumam ser compatíveis com nossa rotina e modo de vida, ou a boa e velha loucura do século XXI. Mas dá pra dar um jeito cotidiano na cabeça e escutar a própria consciência.

É só ficar quietinho.

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Mussum armando uma pindureta

Eu devo ter esse vídeo nos favoritos do YouTube há meses… é muito bom. Clássico estilo Mussa:

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