Arquivo para Setembro, 2008

Legenda desta foto?

Bandung, Indonésia. Foto: Dian Agung Nugroho

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E só mais uma pergunta:

Se eu juntar meus coleguinhas gananciosos e abrir um negócio, quando falir, vou ser socorrido com 700 bilhões de dólares?

UPDATE: Malditos! Já botaram o BuyMyShitPile no ar, convidando as pessoas a publicarem seus maus negócios a serem comprados por Washington. Sensacional!

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Quanto vale o show?

Setecentos bilhões de dólares. Pra um bando de especuladores irresponsáveis dormirem tranquilos.

E não me venha com “foi necessário pra salvar a economia global” que eu não engulo. A bolha que está pra estourar tem no mínimo 3 mandatos presidenciais estadunidenses e o consentimento de vários bancos e seus players. Correu junto com guerras no Oriente Médio e seus investimentos trilionários, com incessantes corridas por resíduos de seres vivos mortos há milhões de ano (mais conhecido como petróleo) e com a euforia de ter a China como fornecedor principal de manufaturas do planeta (Michael Moore não cansa de dizer, “cada cidadão estadunidense, ao nascer, deve 4.000 dólares a um chinês”).

700 bilhões de dólares pra salvar um punhado de bancos (e o seguro social gringo, claro) aparecem fácil. Mas e pra salvar o planeta?

Nunca existe grana. Sempre é secundário. Ninguem leva à sério.

Estamos há no mínimo 16 anos falando de mudanças climáticas, de fontes de energia alternativa e do fim do desmatamento (foi na ECO-92 que finalmente chegou-se num consenso), mas foi somente em 2006, quando esforços de grandes personagens na luta contra o aquecimento global (do tipo Greenpeace, a ONU e Vice-Gore) que a história chegou na mídia e na cabeça da população. Precisou-se exibir na TV blocos gigantescos de gelo se desprendendo de icebergs ou imagens da Amazônia em seca. Levamos 14 anos pra entender a seriedade da situação em que estamos.

E neguinho me saca da carteira um maço de dólares pra pagar a conta de inconsequentes.

Vá catar coquinho.

Com 700 bilhões de dólares investidos em energia limpa (eólica, por exemplo), considerando que em 2007 foram investidos 37 bilhões (gerando 19.865 mW), poderia-se aproximadamente gerar 377 gW de eletricidade. E 377 gW são entre 5 e 6% da demanda GLOBAL de energia. Energia limpa, sem emissão de CO2 na atmosfera, sem contribuição pro aquecimento global. Cálculo feito de cabeça por Martin Lloyd.

Mas, pelo visto, a humanidade é devota de São Thomé, e só acredita vendo. Vamos passar pela mesma situação que levou a economia mundial à beira do precipício antes de surgirmos com a grana necessária pra consertar a bagunça. Só que com o planeta Terra não tem essa de socorrer com la plata: pode ser tarde demais.

UPDATE: Boa reflexão do Escriba sobre o momento atual da humanidade.

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Acharam o padre baloeiro, mas não a bomba do urso

Sobraram poucos balões…

Isso e mais um monte de coisas legais no site do artista Mark Jenkins, que andou ajudando o Greenpeace em Washington. Ele desenvolveu uma fantasia de urso polar que ficou vagando pelas ruas como um sem-teto (ursos polares já estão na lista dos animais ameaçados pelo aquecimento global), pedindo “mais gelo, menos petróleo!”), para alertar os EUA de que o aquecimento global colocará diversas espécies em extinção (inclusive, talvez, a familiar homo sapiens):

Funcionou – as autoridades foram alertadas e reagiram com o mais típico “american way of life” moderno: isolaram quarteirões, fecharam uma estação de metrô e vários estabelecimentos comerciais das redondezas, e acionaram o esquadrão anti-bombas, para verificar se o urso não era uma bomba.

(O vídeo é impagável: veja aqui e aqui)

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Inner Circle – Sweat (A La La La La Long)

Bons tempos em que esse som rolava nas rádios… há uns 15 anos atrás.
(Deus! Estou velho!)

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Mario KArt

Você conhece o Ford Ka, certo?

E você provavelmente deve conhecer um dos inimigos mais inofensivo dos games, o Goomba, do Mario Bros, certo?

Você já reparou que os projetistas da Ford devem ter jogado muito Mario Bros antes de criar o Ka?

Isso sim que é Mario KArt! RÁ!

(platéia em silêncio…)

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Phelps – o humilde

Puro Picolinos.

UPDATE: Mais Phelps, mais Picolinos:

Versão Dragon Ball:

Iniciando a Guerra no Iraque:

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Simpsons em Lego

Um tal de bulc96 do YouTube ganhou prêmio por recriar a abertura dos Simpsons. Mas ele teve o dom de fazer tudo em Lego. Ficou bacana:


(Vi no Boing Boing)

UPDATE: Uma pá de gente já recriou a abertura dos Simpsons. Fizeram até em carne e osso.

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Náufrago e IPods

Mais André Dahmer trazendo reflexão pro povo:

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E a ciência?

O pessoal da Science Debate, que discute o papel da ciência e tecnologia nos EUA, formulou 14 questões aos candidatos à presidência estadunidense. Foram perguntas pontuais, que debatiam pontos como “como manter os EUA na liderança mundial em desenvolvimento de tecnologia e inovação?”, “como lidar com o aquecimento global?”, “qual a importância do programa espacial americano?”

Barack Obama foi ligeiro e pacificador – não foi contraditório com o que vinha dizendo desde o começo do ano, não bateu de frente com os grandes players do cenário eleitoral gringo (eleitores, rivais e eleitorado alheio – claro!), e manteve a linha do “vamos nos libertar do petróleo árabe com nosso agrocombustível – o milho de Illionois!”. E não deixou de falar de políticas de eficiência energética, consumo de água e “gastos bilionários com projetos desnecessários” – que eu interpretei como a famigerada Guerra do Iraque 2.0.

John McCain… bem, McCain até agora não enviou suas respostas. Talvez ele ainda esteja tentando contar quantas casas possui, ou esteja tentando despachar Sarah Palin de volta para o Alaska – terra que ela queria tanto ver separada do país ao qual ela concorre à vice presidência.

UPDATE: Estou lendo o livro Origem dos Meus Sonhos, do Obama. Lendo o livro e acompanhando a corrida eleitoral estadunidense, é asssutador perceber que lobbistas conseguem eleger cidadãos pra comandar a Casa Branca – o lobby do petróleo e da guerra colocou Bush no poder, e o lobby do agrocombustível está empurrando Obama pra presidência. Não seria tão trágico se, a médio prazo, os agrocombustíveis não fodessem com nosso planeta. Além disso, “libertar os EUA do petróleo árabe” me soa muito mais Bushiano que democrático…

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