Arquivo para Janeiro, 2008

Break

Uma pausa para nossos comerciais.

Deixe um comentário

False Statements Before War, Study Says

WASHINGTON (Jan. 23) – A study by two nonprofit journalism organizations found that President Bush and top administration officials issued hundreds of false statements about the national security threat from Iraq in the two years following the 2001 terrorist attacks.

Leia a notícia completa aqui.

Não é novidade nenhuma, considerando que em quase 5 anos de guerra e ocupação no Iraque não acharam uma mísera arminha de destruição em massa – só encontraram muita resistência por parte do povo que os americanos prometeram “libertar”, e o Saddam escondido num buraco. O que faltava era alguém ter a moral de publicar um estudo sobre isso, coisa que a Center For Public Integrity e a Fund For Independence in Journalism fizeram muito bem.

Pensando bem, talvez Bush não tenha mentido sobre a Al-Quaeda no Iraque. Ela tem sim marcado presença nos atentados que acontecem o tempo todo no país, principalmente em Bagdá. Talvez Bush só tenha vislumbrado as coisas com um pouco de atencedência quando invadiu o país: o produto da fórmula invasão + opressão = resistência só pode ser financiado por um grupo terrorista organizado, estruturado, e muito bem motivado, especialista em enfiar aviões em prédios estadunidenses.

Deixe um comentário

Israel Vibration – Rudeboy Shufflin´

Comentários (1)

Verão?

São Paulo registra recorde de frio no ano

São Paulo – Mesmo no verão, a cidade de São Paulo registrou seus recordes de baixa temperatura no ano ontem e hoje. O dia de hoje amanheceu nublado e com temperaturas de 17º C na maior parte da cidade. As menores temperaturas do ano foram estabelecidas ontem, quando no Mirante de Santana foi registrada mínima de 16,4º C, segundo informações dos meteorologistas do Climatempo.

De acordo com o Climatempo, a queda da temperatura foi resultado das chuvas fortes do fim de semana e da passagem de uma frente fria pelo Estado de São Paulo, que trouxe uma massa de ar polar muito mais forte do que o usualmente registrado nessa época do ano. O efeito da massa de ar frio também foi sentido no Sul do País. A temperatura chegou a 13º C em Canoas (RS). No Rio de Janeiro, foi registrada uma temperatura de 19º C hoje, bem abaixo da média da época.

UPDATE:

Temperatura em SC chega a 9,2 ºC em pleno verão

São Paulo – Um mês depois de iniciado verão, uma forte massa polar derrubou a temperatura nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Em São Paulo, a mínima registrada na estação meteorológica do Mirante de Santana, na zona norte da capital paulista, chegou a 15,5 ºC, a mais baixa do ano, menor ainda do que os 16,4 ºC registrados ontem. Em Santa Catarina, os termômetros marcaram 9,2 ºC em São Joaquim, na região da serra.

No Sul, o frio atingiu também o Paraná. De acordo com a medições do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a temperatura mínima em Curitiba foi de 14,1 ºC, também a menor deste ano. Há um mês, em 22 de dezembro, outra massa polar fez a temperatura baixar para 13,2 ºC na capital paranaense. No interior, a temperatura baixou para 13 ºC em Castro e 15,2 ºC em Campo Mourão.

Em Santa Catarina, a temperatura mínima de hoje chegou a 9,2 ºC em São Joaquim, na serra catarinense. Em Chapecó, no oeste do Estado, a mínima foi de 16,2 ºC. A região de Campos Novos, no Planalto, registrou 13,6 ºC. Em Florianópolis, a temperatura mínima na madrugada de hoje ficou em torno dos 18 ºC, quando o normal seria um valor de 21 ºC.

Os gaúchos também sentiram a queda da temperatura. Na Grande Porto Alegre, os termômetros marcaram 13 ºC na região de Canoas, conforme a medição da base militar local. O INMET registrou 10,8 ºC em Bom Jesus, na serra gaúcha, e 11,2 ºC em Bagé, na fronteira com o Uruguai. Em Porto Alegre, a temperatura mínima de hoje ficou pouco acima dos 15 ºC.

A previsão para os próximos dias é de que a massa polar não só permanecerá na costa sul do Brasil, mas também ficará ainda mais forte. Embora sobre o mar, seus ventos levam o ar frio até o continente.

Deixe um comentário

CNN News

Deixe um comentário

Manual de Etiqueta… verde?

Entramos na era da sustentabilidade de verdade? O Manual de Etiqueta da Planeta Sustentável, publicado pela Abril e por mais uma pá de gente, saiu junto com a Veja, com a National Geographic, a Claudia e a Nova Escola, provando que o assunto é quente na imprensa. O manual, mesmo sendo uma cópia na caruda do Manual Live Earth de Sobrevivência ao Aquecimento Global, do David Rothschild, é bacaninha e bem-feito, mas não é tão alarmante quanto poderia (resquíscio da dúvida gerada pelas big playas do mundo sobre o aquecimeno global, talvez?) O importante é que ele talvez seja o primeiro a falar de maneira organizada, e livremente nos maiores veículos de comunicação da Abril, sobre o entrave em que estamos prestes a nos meter.

Mas, peraí.

A Bunge tem o logo estampado na última página desse manual. O que a Bunge tem a dizer sobre sustentabilidade? Não é ela quem ofuscou a agricultura tradicional familiar com silos e equipamentos monstruosos, botou transgênicos na nossa comida sem sabermos, comeu a Amazônia pra plantar soja junto com a rival Cargill e derrubou as nossas florestas – os filtros naturais do nosso planeta, que ajudariam a evitar o aquecimento global? Agindo assim, ela praticamente escreveu os fatos que levaram a publicar um manual. Não sozinha, claro. Mas, agora ela se redimiu depois da moratória da soja, rezou 3 Ave Marias e se converteu ao movimento sustentável?

Não que isso seria ruim – apesar da hipocrisia, é justamente isso que a Bunge e comparsas de peso como a E$$O e a Shell deveriam fazer: trabalhar por um mundo sustentável, limpo, eficiente e equilibrado. Tudo bem, lançar uma verba na mão da Abril pra eles escreverem um manual é memorável (não é nada fácil arrancar um tostão de qualquer corporação), mas que tal agir pró-ativamente e parar de dar motivo pra escreverem manuais de sustentabilidade? Queimar a Floresta Amazônica pra plantar soja transgênica é pedir pra ser o responsável pelas atitudes que deveriam ser tomadas nas 33 dicas de “como enfrentar o aquecimento global e outros desafios da atualidade”.

E, se o assunto é quente na imprensa, ele é quente no mercado, e acho que é aí onde as grandes corporações estão vendo um verdadeiro aquecimento global: pintar-se de verde pode ser o negócio do momento, é aí onde vai estar o dinheiro. E, mesmo que não seja, não se pintar de verde é dar margem pro eco-concorrente ganhar a simpatia do público. A seriedade das mudanças climáticas é bussiness, é a nova bandeira da empresa moderna. E isso esconde o fato de que um manual de etiqueta não resolve o problema. Não é possível separar orçamento pra mudar o processo produtivo de uma empresa, o consumo de energia em que isso implica, o impacto que o produto final gera direta e indiretamente no planeta, mas toda a verba que é necessária pra DIZER ao público que se faz tudo isso, ou que se investe em projetos sócio-ambientais como compensação, não falta nunca.

Minha dica: se o povo descobrir que a eco-mania é uma bela duma tendência do mercado, uma febre lucrativa pra um bando de inconsequentes, a discussão sobre o aquecimeno global vai cair em desgosto e perder credibilidade diante do mundo. Isso vai foder com a nossa chance de amenizar as consequências das alterações no clima pras gerações futuras. É a maior prova de egoísmo que poderíamos dar pra história. Daria até pra escrever um manual de etiqueta.

Comentários (1)

Creation Rebel

Desplugue-se e vá viver.” Que frase incoerente, perdida justamente num blog.

Mesmo proferida pelo Mestre Zen Sha Zio Nau, a frase tem lugar no blog, apontando o ônus que carregam os adeptos do “express yourself”. Quem quer botar as idéias no mundo hoje em dia ou paga (muito) pra mídia mainstream ou abre um blog, bota as fotos no Flickr, sobe vídeos no YouTube, monta um sitezinho. Tudo de graça, mas tudo na web. Portas para a comunicação foram abertas, mas atreladas a um mundo paralelo, versão online.

Sou um sujeito com o lado criativo em constante trabalho. Não estou me gabando nem nada, o que estou dizendo é que do mesmo jeito que um matemático pensa em soluções para os problemas, um jogador de futebol visualiza chances de gol e um político percebe como ganhar um agrado ali, eu imagino narrativas, imagens, conceitos, diálogos e cenas que, se lapidadas, podem virar idéias interessantes – como faz a cabeça de qualquer pessoa. Alguns diriam que isso é típico do pisciano. Mas no meu caso, esse processo é constante e praticamente inevitável. Tolher essa explosão criativa faz mal pra mente. O que se precisa fazer é justamente aprender a lapidar esses troços, que não chegam a ser insights, mas que conduzem a um bom texto, uma foto maneira, uma tira de quadrinho, uma canção, uma tela, que depois se utilizarão da grande exposição que a web proporciona para sua divulgação. Ou ficarão sem o feedback de quem realmente importa – as pessoas, os internautas, a comunidade em geral. O povão.

Deixe um comentário

Games

Tropico

“Cuba é o paraíso dos pobres, o purgatório da classe média, e o inferno dos ricos”, mas quem decide isso é você em Tropico – A Ilha do Paraíso. Diretamente de seu Palácio Presidencial, pilote a ilha caribenha como um dos comandantes disponíveis (tem tipos desde Che e Fidel até Perón e Pinochet) mas conquiste a satisfação do povo para manter-se no poder. Se não agradar os comunistas, capitalistas, intelectuais, militares, religiosos e ambientalistas locais, eles não votarão em você – e, se for preciso, começarão até um golpe para tomar o poder (nada que um suborno geral ou manipulação nos resultados das eleições não resolvam). Na versão Ilha do Paraíso do jogo, tem até cenários “verdes”, onde o objetivo é trazer ecoturistas para desfrutar das belezas de uma ilha preservada. Grau de adicção – alto, há relatos de jogadores que tiveram que se sabotar, a ponto de esconderem o cd do jogo. Juro.

Grand Theft Auto IV

Se tiver alguém a fim de me dar um Playstation 3 vou ser eternamente grato, porque jogarei o que pode vir a ser o jogo de maior sucesso na história dos games. GTA IV vai recriar Liberty City (cidade onde se passou GTA III) na nova e monstruosa plataforma da Sony que permite criar detalhes extremamente realistas nos ambientes dos jogos. Os trailers assustam, apesar de que as “cenas filminho” que costumam aparecer nos trailes não são o jogo em si (mas os poucos que já viram o jogo rolando escreveram muito bem sobre a interatividade e o visual). Mesmo que o IV seja só mais uma versão da série pra um novo estágio dos consoles, vai receber como legado a imensa popularidade das versões anteriores, que já passaram por Miami nos anos 80 em Vice City e na Califórnia nos anos 90 em San Andreas – além, é claro, de Nova York (Liberty City) em GTA III – título que popularizou a série. Lança no Play 3 ainda em 2008 (depois de ter sido adiado por mais de uma vez), e no PC só Deus sabe quando. Grau de adicção – alto.”Cinquenta milhões de fãs não podem estar enganados.” Chuck Nolan, em “Náufrago”.

Mestre Zen Shia Xo Nau adverte:
“Videogames, como toda e qualquer atividade em excesso, é prejudicial à saúde. Causa dependência, isolamento e distorção da realidade. O uso contínuo é desaconselhado, mas a total abstinência também não é a solução. A interatividade virtual faz parte de nosso dia-a-dia, e negá-la requer muito preparo. O caminho do meio é recomendado. Chineses e coreanos morrem em lan houses e gerações inteiras de adolescentes crescem diante de videogames e computadores, desperdiçando a juventude ao vivenciar situações virtuais que pouco influenciam no mundo real (não me venha com “tem nego fazendo fortuna real no Second Life”). Desplugue-se e vá viver.”

Comentários (1)

littlecountry.net

littlecountryFuçando por aí depois de exagerar na brincadeira de Mikey Dread, achei o littlecountry.net.

Lá dá pra brincar não só de DJ de reggae. Tem hip-hop, funk, latino, percussão, dança e outros fumacês.

Altamente viciante. Os sons das picapes são justamente os hits que tocam por aí. Não recomendado para quem não tem banda larga, ou para quem tem esposa e filhos.

Deixe um comentário

Entalado na garganta

Há pouco tempo, em duas ocasiões diferentes, ouvi as seguintes frases:

1) “Você sabe, a Lei Cidade Limpa é extremamente impopular”

e

2) “Esse negócio de caos, de clima aí que todo mundo tá falando, isso é coisa da esquerda, pra justificar a ação”

Me arrependo profundamente de não ter me metido nos papos dos sujeitos, mesmo pagando de mala.
Como vacilei, vou usar deste espaço pra dizer o que devia e não disse.

1) Eu não tenho nenhuma informação sobre a popularidade da Lei, mas sei muito sobre a necessidade dela. Anúncio demais por aí, informação em excesso, sugestões sutis entrando na cuca sem nosso consentimento o tempo todo só é bom pra um tipo de pessoa: o marketeiro. A mídia ocupou o espaço público de São Paulo de uma forma em que era impossível passar ileso por uma mensagem publicitária, mas a exagerada quantidade de painéis, outdoors, logotipos e faixas nunca foi o maior problema – é o que esses troços escreviam nos nossos cérebros sem nos darmos conta o que realmente faz mal. Desde que nos entendemos por mundo civilizado, nunca o ser humano comum recebeu tanta informação diária vinda das mais diferentes fontes, todas com um único objetivo: show me the money! O padrão de desejo, de consumo, de necessidade da sociedade em que vivemos hoje é ditado pela mídia agressiva E excessiva. Eu espero de verdade que o Kassab tenha tido conhecimento desses fatos quando assinou a Lei, porque o pugilista corre o risco de se reeleger. O que talvez seja realmente impopular na Lei Cidade Limpa sejam os bolivianos. Centenas deles, arrisco até milhares. Todos revelados por detrás das placas e outdoors que foram removidos, trabalhando ilegalmente e em péssimas condições nas lojinhas do Centro, sob o comando de coreanos que já viveram a mesma experiência nas mãos de chineses (hoje em situação financeira favorável). Não creio que esse seja o tipo de coisa de grande popularidade, realmente. É a única maneira de enxergar a Lei como impopular.

2) A tal “ação” que o sujeito mencionou pode mudar o contexto da frase (eu estava num cartório resolvendo uma burocracia, e os dois caras passaram pela fila mas não escutei o restante). Ainda assim, dizer que os DIVERSOS alertas sobre o aquecimento global são coisa da esquerda não faz a menor diferença, contanto que isso também seja coisa da DIREITA, do CENTRO, ou de qualquer outra direção ou partido político, já que acima de ser qualquer coisa, o “negócio do caos do clima” é PREOCUPANTE e precisa ser levado a sério. O clima da Terra muda sim, em períodos alternados e independentemente da presença humana, mas o fato é que nós demos início ao processo de uma dessas mudanças involuntariamente, ao entupir a atmosfera com CO2 e queimar os únicos mecanismos mais próximos de um “filtro natural” do planeta – as nossas florestas. Os acordos climáticos mundiais devem ser respeitados e considerados prioridades nos governos de qualquer nação de hoje, seja ela de tendências esquerdistas, direitistas, liberais ou Bushianas. Continuar a enxergar a crise climática como bandeira de uma filosofia política e não como emergência global não ajuda em nada.

Ufa.
Foi um alívio.
Obrigado.

Comentários (1)

Posts mais antigos »